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No primeiro trimestre, investimentos caíram 1,7% em relação ao trimestre anterior, quando já tinham registrado forte recuo. Sem investimento, a falta de confiança se espalha.

Uma das explicações para a retração da economia brasileira no primeiro trimestre é a falta de confiança de consumidores, de empresas e de investidores.

Pintar um prédio a 60 metros de altura exige conhecimento, cuidar da segurança e… “Coragem”, completa o pintor Nei.

Assim como no trabalho do Nei e do Romilson, investimento em economia também exige confiança. É o caso de um prédio que leva, no mínimo, dois anos para ficar pronto. Se não tiver para quem vender os apartamentos, a construtora não começa a obra, não contrata funcionários. Sem confiança, os dois pintores, o prédio e a economia não saem do chão.

O setor de construção recuou tanto na comparação anual quanto no primeiro trimestre de 2019 em relação aos últimos três meses de 2018. Foi o segundo setor com maior queda na indústria. A consequência? O eletricista Sandoval Barreto dos Santos conseguiu emprego depois de dois anos, mas os colegas que trabalhavam com ele…

“Todos desempregados. Todo mundo: supervisor, engenheiro, foi todo mundo quando a crise pegou”, disse.

“As empresas fazem acontecer, o que a gente não pode é afugentar o capital, aumentar o risco do empresário, que aí ele fala ‘eu não vou mais botar dinheiro nesse negócio, enquanto eu não tiver segurança e certeza’”, contou Joe Khzouz, presidente da BKO Construtora.

Os investimentos sofreram queda de 1,7% em relação ao trimestre anterior, quando já tinham registrado forte recuo. E, sem investimento, essa falta de confiança se espalha. A fornecedora de gesso da obra já teve mais de cem funcionários. Em 2018, ficou com dois. Agora, até está contratando, porque já recebeu pedidos de orçamento para o segundo semestre.

“A expectativa é que esse ano de fato o mercado volte a dar uma guinada para o lado positivo, mas a realidade ainda é muito abaixo do esperado”, disse o sócio da empresa de gesso, Carmino dos Santos Silva.

Em janeiro, a previsão do crescimento da economia para 2019 era de 2,5%. No último levantamento, caiu pela metade.

“Caso os números do segundo trimestre não melhorem – e eles não começaram bem, deve-se registrar -, a gente provavelmente vai ver uma migração das projeções da faixa de 1% para algo como 0,5%”, avaliou Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú.

Os economistas dizem que, para o país voltar a crescer, a reforma da Previdência é só o primeiro passo.

“Reforma da Previdência é muito importante, porque ela reduz a taxa de crescimento do gasto público que saiu de controle. Para além da reforma da Previdência, você vai ter que fazer outras reformas fiscais, porque vai continuar faltando dinheiro. A reforma Previdência estabiliza o paciente, mas está longe de ser a cura”, disse Marcos Lisboa, presidente do Insper.

“Reforma tributária, abertura da economia, simplificação, redução da burocracia, melhora do ambiente de negócios”, afirmou Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú.

Fonte: G1
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/05/30/falta-de-confianca-de-consumidores-e-investidores-freia-crescimento-da-economia.ghtml

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