Escolha uma Página

Nos últimos 35 anos o Brasil não conseguiu passar por um ciclo virtuoso de longo prazo na economia e consequentemente também no mercado imobiliário. Ou seja, não houve um período de crescimento sustentável. A estabilidade de uma década com crescimento do PIB por volta de 3% de média ao ano, poderia gerar um ciclo virtuoso e sustentável de longo prazo ao mercado imobiliário. O que seria este ciclo?

Primeiramente é necessário analisar os ciclos passados para se projetar um ciclo diferente. O Brasil passou por dois ciclos de crescimento imobiliário nos últimos 35 anos. O primeiro durou cerca de 4 anos de 1994 a 1998 proporcionado pela estabilização da inflação e criação do Real. Naquela oportunidade foram criadas condições para que o parâmetro de preços não fosse mais em dólares, e para um certo crescimento de produção, mas com pouco aumento de preços, pois não havia crédito e crescimento de renda.

 

O segundo ciclo ocorreu entre 2006 e 2012. Pode-se dizer que foi de médio prazo, mas na verdade foram dois ciclos curtos. Este período se estendeu por cerca de sete anos com uma parada em 2008 e 2009 por conta da crise mundial. Ou seja, foram dois ciclos de três anos cada. Neste período houve aumento de preço, demanda forte, falta de mão de obra, dentre tantos outras consequências, criadas pela falta de estabilidade do mercado (forte crescimento após muitos anos fracos).

 

Mas o que seria então um ciclo virtuoso e duradouro? Comparando os ciclos anteriores poder-se-ia dizer que um ciclo de crescimento sem exageros, mas constante por 10 anos seria um ciclo diferente.

 

O Brasil poderá ter as condições necessárias para isto a partir de uns 2 anos à frente, principalmente se tirar proveito dos aprendizados políticos e econômicos do momento que vive hoje. Desta forma o país passaria por uma década de crescimento sustentável de 2020 a 2030. Caso isto aconteça o mercado imobiliário viverá anos que não se viram nas últimas décadas.

 

Os fundamentos serão sólidos, principalmente naquilo que é a base de todos os mercados: grande mercado consumidor com necessidade de demanda e, neste caso, até mesmo novamente uma certa demanda represada.

 

No aspecto de crédito, não só a poupança poderá ser a provedora de funding, mas haverá condições de outros mecanismos serem mais presentes, como créditos de recebíveis imobiliários, fundos imobiliários dentre outros.

 

O tamanho de mercado será bom, mas menor do vivido no último ciclo de crescimento, mantendo níveis de emprego adequados e duradouros.

 

Os preços deverão sofrer valorização, mas sem grandes picos de rápidos aumentos que provocam distorções. Algo em torno de inflação mais 5 a 10% ao ano é absolutamente viável de acontecer. Isto faria o imóvel ter valorização real de 60 a 150% ao longo de 10 anos!

 

Assim como aconteceu em países que viveram ciclos parecidos, o mercado imobiliário, e construção civil em geral terão papel importante no desenvolvimento econômico do país.

 

Tudo isto é possível de acontecer, mas para os brasileiros isto parece um sonho distante, por ter uma história diferente contada nos últimos 35 anos. Deve-se olhar para os países em desenvolvimento que se tornaram ou estão se tornando desenvolvidos, para se entender que este cenário é possível e será mais completo se o governo fizer sua parte no quesito de melhora dos itens básicos, como saúde, educação, segurança e transporte.

Receba informações
pelo Whatsapp

Contato enviado com sucesso.

Informações por e-mail








Contato enviado com sucesso.