Escolha uma Página

Com faixas pintadas de vermelho, as ciclovias em São Paulo mudaram a rotina dos paulistanos que trabalham na megalópole e estão cansados de enfrentar o trânsito, mas que também buscam qualidade de vida, apreciação – e apropriação – da cidade em que vivem, além de economia no final do mês, é claro.
 
Essa tendência mostra que o aumento do uso das ciclovias também tem influenciado o mercado imobiliário de diversas maneiras. O pesquisador Fábio Tieppo, do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP (Nereus), desenvolveu um estudo que trata da relação entre o preço dos imóveis de São Paulo e a expansão das vias para bicicleta pelo município.
 
Em suas pesquisas recentes, os resultados revelam que os imóveis mais próximos das vias para bicicleta apresentam uma valorização muito alta e, quanto mais distante o imóvel da ciclovia, menor a valorização. Vê-se aí uma oportunidade aos investidores que buscam oferecer aos seus locatários uma experiência, composta por qualidade de vida e um empurrãozinho para quem precisa começar a praticar um exercício físico.
 
Mas, para isso, é necessário contar com uma infraestrutura urbana à altura. As já citadas
 
ciclofaixas e ciclovias precisam deixar de ser exceções para se tornarem a regra nas cidades que valorizam esse moderno meio de transporte. Os modelos – principalmente em cidades da Europa, como a simbólica Amsterdã (Holanda) – estão aí para mostrar que, com um pouco de força de vontade política e social, qualquer metrópole pode suportar aqueles que optarem pela bike.
 
A cidade holandesa é a capital mais amigável às bicicletas em todo o mundo e, com uma área urbana com mais de 1,1 milhão de pessoas, também a melhor cidade grande para quem quer andar de bicicleta. Por lá, cerca de 60% das viagens são feitas de bike pelo centro da cidade, e 40% são feitas em toda a região metropolitana.
 
A construção de ciclovias é sinônimo de ocupação do espaço público, de melhoria nas questões de convivência e de um aumento da segurança pública, promovendo circulação, ao contrário de lugares pouco frequentados e abandonados. Além disso, promove a retomada das ruas pela criançada, ajuda a melhorar a poluição sonora da cidade, bem como a reduzir os congestionamentos e lotação de transportes públicos.

Ainda não se convenceu? Confira aqui alguns benefícios

A cidade de São Paulo teve aumento de 66% de ciclistas em dados divulgados pelo Instituto do Ibope em 2016. Os números foram coletados em 2015 em relação ao ano anterior e também apontaram a redução de 34% de acidentes de ciclistas.
 
Um trajeto nunca é uma simples linha reta. Isso vale para qualquer tipo de transporte que alguém opta por utilizar, e as variações dessa escolha influenciam a pessoa na hora de tirar a bike ou o carro da garagem. A vantagem da bicicleta é clara quase sempre por motivos básicos: tempo e economia são os principais. Ao contrário dos automóveis motorizados, a bike não demanda nem um real para ser utilizada (contando aí cortes de custos com estacionamento, combustível, seguro etc), é fácil de ser estacionada (ou melhor, guardada em muitos casos). Você ainda pode optar em morar em um apê, que conta com bicicletários, para facilitar a sua rotina.
 
Com menos estresse no trajeto (com um sinal de trânsito, por exemplo), a mudança no humor se faz presente. As endorfinas liberadas pelo exercício físico contribuem para um relaxamento muscular e mental. A melhora no humor traz benefícios como mais disposição, além de influenciar em suas relações profissionais (como no ambiente de trabalho) e pessoais. A produtividade no trabalho aumenta, em decorrência do melhor humor e da diminuição do estresse, além de deixar a cabeça tranquila, o que permite um melhor julgamento em situações críticas.
 

Receba informações
pelo Whatsapp

Contato enviado com sucesso.

Informações por e-mail








Contato enviado com sucesso.