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As atuais notícias do ramo imobiliário trazem alguns questionamentos sobre o futuro do setor, principalmente quando comparados a anos anteriores. A falta de estabilidade econômica juntamente com os números atuais permitem alguns levantamentos sobre a situação dos empreendimentos imobiliários.

 

Setor imobiliário e empreendimentos

Analisamos as tendências do setor imobiliário após a divulgação dos números em 2015


 
O mercado imobiliário sofreu uma queda forte em 2015, assim como outros setores produtivos. A maior redução foi em relação ao número de lançamentos. Uma queda de cerca de 35% de 33 mil unidades em 2014 para 21,5 mil em 2015. Este patamar é menor do que as 23 mil unidades lançadas em 2004, quando o mercado iniciava uma recuperação, ou seja, o mercado imobiliário recuou mais de dez anos. Em relação as vendas a queda foi menor pois no ano anterior havia sido muito grande, 37% de queda em 2014 saindo de 33 mil unidades em 2013 para 21 mil em 2014 , e agora nova queda de cerca de 5% para 20 mil unidades vendidas em 2015.
 
Enquanto a economia não se recuperar a tendência é que o mercado se estabilize em um patamar muito baixo. Porém, este patamar não supre sequer o crescimento vegetativo, sem contar também o crescimento de renda e demanda que isto provoca. Caso o mercado continue por muito tempo neste patamar, o retorno provocará um certo desequilíbrio entre oferta e demanda , com consequente aumento de preços como o registrado nos anos de 2008 a 2012.
 
Este cenário parece estar fora da realidade de hoje , mas pode acontecer futuramente.
 
O equilíbrio entre lançamentos e vendas na cidade de São Paulo deveria girar em torno de 28 a 30mil unidades para uma economia crescendo a média de 2,5% ao ano. A recuperação tende a ser mais rápida na procura que na oferta, pois trata-se de um mercado de ciclo longo de produção. Isto provocaria um desequilíbrio entre oferta e demanda gerando um aumento rápido de preço novamente. Para que este cenário aconteça é necessário apenas uma virada na economia após um período relativamente longo de recessão ou baixo crescimento. Vale lembrar que ficaremos entre 2013 e 2018 por um período de 6 anos com economia fraca ou em recessão.
 
A queda real de preços dos últimos dois anos e provavelmente nos próximos dois, provocará uma distorção pois os preços estarão abaixo do valor de produção, outro fator que também poderá trazer condições de valorização rápida quando o mercado voltar.
 
Sem dúvida que a falta de estabilidade , com altos e baixos dificulta análises de mercados a longo prazo. Mas é provável que novos tempos sejam marcados por valorização, e talvez até escassez em áreas nobres de cidades como São Paulo.

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