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Muito é visto e ouvido nos noticiários sobre a queda na taxa Selic e a impressão é que se trata de uma boa notícia para quem quer comprar um imóvel. Mas qual é a razão disso? Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, e corresponde a uma taxa básica de juros, referencial acerca dos juros na economia do Brasil. Ela iniciou o ano a 13% e, atualmente, está em 9,5%. Especialistas ainda apontam que pode chegar a 7% até o fim de 2017, uma mínima histórica recorde.
 
Mas qual é a influência real dessa queda para o mercado? Na verdade, é bem simples: se a Selic sofre uma queda, as instituições financeiras e bancos, da mesma forma, fazem com que suas próprias taxas de juros caiam no que se refere aos empréstimos e financiamentos. Isso faz com que tais modalidades tomem impulso e sejam facilitadas para as pessoas que querem adquirir uma casa ou apartamento.

Bom para quem compra e também para quem vende imóveis

Não são apenas os interessados em comprar imóveis que comemoram quando a taxa básica de juros Selic cai, mas também quem trabalha com a venda desse tipo de bem – os corretores e as empresas relacionadas fazem uma verdadeira festa quando a Selic se mantém baixa. Outro fato que corrobora para o aquecimento do mercado imobiliário é que, com a Selic em baixa, os montantes aplicados em fundos de investimento não rendem a ponto de compensar tanto, tornando a compra de imóveis algo mais atrativa para valorizar esse dinheiro.
 
Mas como (e por quem) é definida a taxa Selic? Segundo especialistas, ela é determinada pela compra e venda de títulos públicos. Por exemplo: quando acontece a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), realizada a cada um mês e meio, o Banco Central precisa adquirir títulos públicos e colocar papel moeda dentro do sistema financeiro a fim de reduzir a taxa de juros, na verdade forçando-a para baixo. Todo esse processo afeta a demanda de investimentos e de consumo, além de alterar o nível de atividade econômica a curto e médio prazos. Nesses casos, os investimentos em imóveis são ótimas opções, figurando entre as mais atrativas de todo o mercado.

Crédito imobiliário ganha força

Fazer com que o crédito imobiliário cresça com garantias de segurança para todos os envolvidos relaciona-se com a redução das taxas de financiamento. Alguns bancos, por exemplo, já estão oferecendo taxas mais baixas para clientes com melhor nível de relacionamento (inclusive inferiores a 10% ao ano) e também apostam nos canais digitais para apoiar esse movimento de retomada nos padrões e intenções de consumo de bens que não se via há anos. As instituições bancárias estão impulsionadas pela grande chance de as taxas de desemprego ficarem estabilizadas (ou reduzidas), os preços de imóveis residenciais manterem-se competitivos, e os indicadores de confiança do consumidor aumentarem gradualmente.
 
É válido ressaltar que os preços praticados no mercado imobiliário brasileiro contam com variações em ciclos e são relativamente positivos, visto que ainda existe um déficit habitacional enorme e a demanda só mostra sinais de que continuará a crescer. A estabilização de preços aumenta o nível de atração dos imóveis, cada vez mais tomados como alternativas reais de investimentos seguros para que se apliquem o patrimônio de forma a valorizá-lo cada vez mais. A diminuição das taxas de empréstimos e financiamentos acontecerá de forma gradual, mas será sentido nos próximos meses não só no mercado imobiliário, mas em todo o cenário da economia nacional.
 

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