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Quem mora na cidade grande pode até não acreditar, mas as bicicletas correspondem a cerca de 90% do transporte dos brasileiros. Elas estão à frente dos carros na maioria dos pequenos municípios do país (que contam com até 50 mil habitantes), mas o que falta para que também passe a ser utilizada nos grandes centros?

Algumas medidas têm sido tomadas por parte do poder público – em São Paulo, por exemplo, as ciclofaixas e ciclovias tornaram-se prioridade na gestão municipal nos últimos quatro anos -, mas ainda falta aderência por grande parte da população, que ainda acha que andar de carro é mais rápido, seguro e cômodo. Será?

Principais Diferenças

 
Um trajeto nunca é uma simples linha reta. Isso vale para qualquer tipo de transporte que alguém opta por utilizar, e as variações dessa escolha são o que influencia a pessoa na hora de tirar a bike ou o carro da garagem. A vantagem da bicicleta é clara quase sempre por motivos básicos: tempo e economia são os principais.
 
Ao contrário dos automóveis motorizados, a bicicleta não demanda custos para ser utilizada (contando aí cortes de custos com estacionamento, combustível, seguro etc.), é fácil de ser estacionada (ou melhor, guardada em muitos casos). Você ainda pode optar em morar em um apartamento, que conta com bicicletários (http://www.bko.com.br/bk30-largo-do-arouche/), para facilitar a sua rotina.
 
Ela é muito mais rápida. Por exemplo, em dias de trânsito carregado, um carro pode perder mais de uma hora entre o momento que sai do local de origem para chegar ao destino, algo que, se não houvesse congestionamento, não aconteceria. Uma bicicleta pode fazer o mesmo percurso e não sofrer com nenhum contratempo. Por fim, o simpático meio de transporte pode completar a mesma distância na metade do tempo, ou até menos.
 
Com menos estresse no trajeto (com um sinal de trânsito, por exemplo), a mudança no humor se faz presente. As endorfinas liberadas pelo exercício físico contribuem para um relaxamento muscular e mental. A melhora no humor traz benefícios como mais disposição, além de influenciar em suas relações profissionais (como no ambiente de trabalho) e pessoais. A produtividade no trabalho aumenta, em decorrência do melhor humor e da diminuição do estresse, além de deixar a cabeça tranquila, o que permite um melhor julgamento em situações críticas.
 
A segurança é um quesito à parte. É óbvio que os riscos de assalto – principalmente em cidades grandes – são altos tanto dentro de um carro como montado em uma bicicleta, mas na bicicleta é possível ter uma visão privilegiada de tudo ao redor, além de ser um meio de transporte menos chamativo.
 
A questão ambiental também deve ser levada em conta na hora de escolher o veículo. Ao contrário dos carros, as bicicletas não poluem o ar com emissões de nenhum tipo de gás danoso à saúde. Em São Paulo, a poluição mata indiretamente vinte pessoas por dia, agravando e acelerando problemas como infarto, acidente vascular cerebral, pneumonia, asma e câncer de pulmão. 90% das emissões de poluentes em São Paulo são causadas pelos veículos automotores.
 
O corpo também agradece a prática de andar de bicicleta. Qualquer atividade física regular previne doenças cardíacas e AVCs, hipertensão, além de prevenir e controlar o diabetes, reduzindo a obesidade, ativando a musculatura de todo o corpo e diminuindo a ocorrência de doenças crônicas. Além da saúde, resultados estéticos e de resistência também são visíveis: aumento de massa muscular, queima de calorias e melhoria da capacidade respiratória.

Infraestrutura e Modelos

 
Mas, para isso, é necessário contar com um infraestrutura urbana à altura. As já citadas ciclofaixas e ciclovias precisam deixar de ser exceções para se tornarem a regra nas cidades que valorizam esse moderno meio de transporte. Os modelos – principalmente em cidades da Europa, como a simbólica Amsterdã (Holanda) – estão aí para mostrar que com um pouco de força de vontade política e social, qualquer metrópole pode suportar aqueles que optarem pela bike.
 
A cidade holandesa é a capital mais amigável às bicicletas em todo o mundo e, com uma área urbana com mais de 1,1 milhão de pessoas, a melhor cidade grande para quem quer andar de bicicleta. Por lá, cerca de 60% das viagens são feitas de bike pelo centro da cidade, e 40% são feitas em toda a região metropolitana.
 
Cabe a nós, cidadão, cobrar do poder público mais ações que visam cuidar do ciclista, além de utilizar os aparelhos públicos já disponíveis à nosso favor. Suba na bicicleta e vamos embora!
 

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