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A sustentabilidade assumiu o protagonismo em diversas esferas diferentes da sociedade, inclusive nos segmentos da economia. Hoje em dia, adotar práticas que sejam social e ambientalmente sustentáveis é sinal de alinhamento com o que o mercado demanda e o planeta requer. E mesmo em uma indústria tão tradicional no Brasil quanto a da construção civil, que viveu seu boom na última década e meia, são várias – e cada vez mais comuns – as alternativas que levam em conta a harmonia entre bem-estar, praticidade, baixo custo e ações não agressivas ao meio ambiente.
 
Historicamente, entretanto, esse setor sofreu muito para se enquadrar no que hoje é considerado aceitável nos termos que a sociedade balizada na sustentabilidade indica. Ao lado da indústria de fabricação de papel, pecuária e têxtil, a construção civil continua entre as que mais trazem malefícios ao ambiente e acarretam sérios danos aos locais (e as pessoas que neles vivem) onde os empreendimentos são realizados – em menor ou maior escala. Muito ainda se deve às más práticas e qualificações dos responsáveis por determinadas obras (como habilidades técnicas deficientes ou mesmo má-fé em relação aos cuidados ambientais, por vezes negligenciados).
 

Adequação às regras de sustentabilidade: projetos “verdes”

Em resposta a esse tipo de atitude antes tão comum no mercado da construção civil, a própria sociedade se viu obrigada e criar uma série de normas que dizem respeito aos empreendimentos novos, aliadas a várias práticas modernas de construção e manutenção de edificações a fim de classificar determinados projetos como sustentáveis – o mais importante: essas medidas foram tomadas com base em longos estudos para que não impactassem de forma direta a lucratividade das empresas por trás dos empreendimentos e nem a qualidade do que fosse construído. Os padrões ISO 14001 (referente à gestão ambiental) e ISO 16001 (referente à responsabilidade social) passaram a ser adotados como praxe em todos os projetos que, adiante, poderiam ser chamados de “verdes”.
 
Os compradores de imóveis das mais novas gerações também ansiavam por opções sustentáveis para adquirir – fosse para morar ou mesmo para trabalhar. Por isso, os projetos sustentáveis elevaram seus status entre público e construtora e, felizmente, se tornaram uma moda que deve demorar a passar, caso um dia aconteça. Mesmo no caso de projetos mais antigos, as incorporadoras e construtoras correram atrás a fim de revitalizar seus empreendimentos de modo a engajar novos clientes em busca de novidades alinhadas aos temas sustentáveis. Vale ressaltar que não apenas o projeto pronto precisa ser eco-friendly, mas todo o processo de construção e demais detalhes da obra, incluindo nessa conta as condições de trabalho dos profissionais envolvidos em cada fase da edificação.

Sustentabilidade na construção civil aquece mercado e atrai compradores engajados

Do ponto de vista da área de Marketing e Vendas, as práticas sustentáveis na construção civil caíram como um verdadeiro bálsamo. O enquadramento às normas social e ecologicamente aceitáveis tornou-se uma oportunidade perfeita para aquecer o mercado de uma forma que não acontecia há muitos anos, ao menos no país. A recepção dos potenciais clientes foi mais do que boa, principalmente junto a um público historicamente engajado, mais esclarecido sobre as questões socioeconômicas prementes e com médio e alto poder aquisitivo. Tais potenciais clientes têm a noção de que, mesmo que uma casa ou apartamento “verde” custe um pouco mais caro do que a média, as vantagens para o dia a dia (e, em longo prazo, até economicamente) são muito mais fáceis de serem observadas.

Regras básicas para um projeto de construção sustentável

Para fins práticos, uma edificação só pode ser considerada realmente sustentável caso siga algumas regras básicas. Entre elas, destacam-se a observação e os cuidados frequentes com o canteiro de obras e de todo o entorno. Isso é válido não apenas enquanto a obra está sendo erguida, mas também na colaboração (total ou parcial) na recuperação das áreas que possam ter sido afetadas pelo empreendimento. O consumo de água também é um ponto de atenção: é indicado que a obra utilize mecanismos para o seu reaproveitamento, além de contar com dispositivos capazes de captar a água das chuvas.
 
Confira alguns procedimentos que garante que a construção seja a mais verde possível: contar com um consumo de energia elétrica dentro do aceitável (se possível, com fontes de energias renováveis); usar materiais reciclados na estrutura e nos acabamentos, além de reciclar ou tratar corretamente todos os dejetos, entulhos e demais resíduos; e evitar a emissão de gases poluentes.
 

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